Indo de encontro ao picipício, por mim prespassava uma sensação cada vez mais premente, como se de uma fobia se tratasse...queria sair dali, queria fugir. Era estranho...o desconforto, sobrepunha-se ao prazer de estar com...palavras como casamento, compromisso oficializado e contratualizado assustavam-me, retiravam-me a paz de espírito necessária para gozar o momento. A minha liberdade imaginada, até para poder ser infeliz...estava em perigo, que sensação tremendamente desconfortável. Imaginava-me a querer dormir e a ter uma pessoa em cima de mim, insistindo para me levantar...a puxar um cigarro e ela com a melhor das intenções a tirar-mo das mãos, porque já tinha fumado de mais...eu a querer ouvir música e ela a dizer que queria dormir. Pior que tudo...os almoços e jantares com a sua família conservadora...eu não iria aguentar. Enceto uma fuga para a frente...sou perito nisso. Desapareci.
Bonga e avó matilde
Always on top
terça-feira, 17 de abril de 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
O medo de amarras desconhecidas e para mais com ideias pré-concebidas impulsiona ou a fugir ou a ter coragem de seguir em frente...depende da predisposição.
Nada como experimentar para conhecer o sabor.
Nada é eterno...mas,sem vivenciar, ficamos sem saber como seria...
"O Pintor e escultor Alberto Giacometti disse um dia que para pintar uma simples cabeça é preciso renunciar ao resto do corpo. Para pintar uma folha, é preciso sacrificar o resto da paisagem. A princípio pode parecer que uma pessoa se está a limitar, mas ao fim de algum tempo damo-nos conta de que tendo meio centimetro de alguma coisa temos mais chances de preservar um certo sentimento do Universo do que se pretendermos ter o céu inteiro.
A minha mãe escolheu meu pai, e para perservar um sentimento, decidiu sacrificar o mundo."
Enviar um comentário